Reforma do Ensino Médio, constituição e informação

Duas notícias recentes relativas à reforma educacional em curso no Brasil repercutiram negativamente ao governo. A primeira foi a publicação, pelo jornal O Estado de São Paulo[1], de trecho de uma reunião entre o Ministério da Educação e as Secretarias Estaduais de Educação. Em cópia de parte de uma apresentação estaria escrito que matemática e língua portuguesa serão as únicas matérias obrigatórias do currículo nacional, sendo o resto detalhado e estipulado no nível estadual. A segunda foi o relatório do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), escrito pelo Banco Mundial[2], que estimou em 260 anos o prazo para a educação brasileira se igualar aos níveis atuais de leitura dos países desenvolvidos, caso não mude o ritmo de transformação. No campo da matemática, o encontro se daria em 75 anos. Há algo de desalentador em ler o noticiário e é difícil negar o estado lamentável da educação pública nacional. Seja por levantamento estatístico, pela mera visitação às escolas públicas ou por relatos amiúde conhecidos, advogar contra o terrível cenário educacional beira a irracionalidade. Gestores públicos, professores e pais são, todos, conhecedores da situação de terra arrasada que possui somente alguns oásis de excelência. Mas há também uma boa dose de desinformação induzida ou má vontade democrática para com a educação, principalmente a pública. O noticiado slide do Ministério da Educação é parte da segunda fase de um projeto de reforma da Base Nacional Curricular Comum , projeto este que busca dar um pouco mais de direcionamento ao ensino público e privado – e na mesma esteira orientar a produção de material didático. No caso da Educação Básica até o...
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